O livro / O Futuro do Marketing / capítulo 46 de 60

O marketing daqui em diante é de responsabilidade social

Adriano Meirinho · Marketing e Gestão Postos à Prova (2018) · 2 min de leitura

Primeiro de tudo, antes de falar sobre tendências de qualquer coisa, é importante entender que não dá para acreditar muito em previsões. O que aconteceu hoje, especialmente dentro da inovação e tecnologia, pode facilmente mudar de figura em dois ou três meses. Apesar disso, muitas das tendências do marketing atuais podem nos auxiliar a pensar em possíveis próximos cenários e nos preparar para cada um deles. Felizmente, o que temos visto hoje é um marketing em direção à ações mais conscientes, responsáveis de suas implicações para a sociedade e o meio ambiente. Da realidade virtual até inteligência artificial, multitelas, sensores, entre outras ferramentas, o que importa não são necessariamente os avanços tecnológicos, mas sim como eles estão sendo trabalhados cada vez mais. Como sempre, o mal não é o meio, mas sim o que estamos fazendo com ele. E, dessa vez, parece que estamos usando os meios para o bem.

Quebra de tabus e velhas normas Finalmente aquele tão conhecido marketing tradicional em slogans e campanhas de margarina está abrindo os olhos para conceitos mais abrangentes, trabalhando todos os

gêneros, raças, interesses e vontades. Isso ainda é mais visível em campanhas de produtos ou serviços para mulheres, mudando a ideia de feminino/masculino para uma linguagem que passa a linha do comum, trabalha o humor, a ironia, a sátira de um jeito novo. Um jeito que, ainda bem, está a favor de todos. Da economia da atenção para a economia do envolvimento Alcance, número de clicks e visitas não importam nada ao lado de engajamento e conversões. Cada vez mais os sites e mídias sociais com muitos visitantes ou seguidores, mas com nenhum engajamento, serão punidas pelos algoritmos, tornando-as passivas e irrelevantes. Isso significa que é preciso gerar interação, é preciso envolver de forma ativa e consciente. O valor não está em comprar esses números, mas em conseguí-los de forma orgânica, e uma das melhores formas de fazer isso é a partir do envolvimento em causas sociais. Do individualismo para a co-criação Essa mudança de cultura está apenas começando e continuará durante décadas, na política, na economia, na arte, nos negócios. No marketing, isso significa abandonar a necessidade por confirmação individual em mídias sociais para a consciência do poder de participar e pertencer a uma rede, uma comunidade. O próximo passo da economia colaborativa estará no marketing se conectando com tribos, e não mais com indivíduos. As marcas estarão cada vez mais voltadas em gerar ações que contribuam com grupos e os façam perceber o impacto que têm no mundo.

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