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O que aprendi no marketing digital: todo mundo quer, poucos fazem

Adriano Meirinho · Marketing e Gestão Postos à Prova (2018) · 2 min de leitura

O ano de 2017 foi mais um indicativo do quanto o e-commerce vem ultrapassando as lojas físicas em porcentagem de crescimento. O setor faturou R$21 bilhões no primeiro semestre de 2017 e registrou crescimento nominal de 7,5% ante o mesmo período de 2016, quando foram registrados R$19,6 bilhões. O número de pedidos também aumentou, de 48,5 milhões para 50,3 milhões, assim como o tíquete médio, que passou de R$403 para R$418. Foi registrado um crescimento de 3,9% no volume de pedidos, comparado aos últimos dois anos, segundo a pesquisa do Webshoppers e-Bit.

Os dados são surpreendentes e as tendências apontam para caminhos como: mercado mobile para venda, comunicação omnichannel, relacionamento personalizado, alternativas de frete, novas formas de pagamento e foco nos e-commerces de nicho. Promissor, certo? Talvez não. Trabalhando com o marketing digital de e-commerces, se tratando da grande parcela de lojas de médio e pequeno porte, o que se vê ainda é mais do mesmo. As pessoas estão comprando mais online, sim. Entretanto, as lojas brasileiras não estão aproveitando o suficiente esta força do mercado para apostar em estratégias reais no sentido das principais tendências e das inovações constantes. Mesmo que este setor esteja vindo na contramão da crise, tudo o que se fala é em diminuir riscos, cortar gastos, bloquear orçamentos. Quando se trata de plataforma, vamos usar a mais barata, e não aquela que nos oferece mais vantagens. Quando se trata de parcerias, vamos conversar com os pequenos, aqueles que podemos oferecer a “divulgação do nome” como moeda de troca. Quando se trata de conversões, vamos fazer uma landing page oferecendo aquele material mediano feito pelo estagiário de marketing digital.

Ainda que ideias fora da perspectiva comum sejam propostas, os gerentes da grande maioria dos e-commerces que conheci e trabalhei, assim como os profissionais de marketing em geral, continuam de mãos fechadas, continuam sem aproveitar o disparo do virtual, sem considerar que este é o melhor momento para dar as caras no mundo e que só a partir disso serão notados na imensidão de lojas oferecendo mais do mesmo.

As vezes é mais importante ter um público menor apreciando o que é feito, um público fiel, engajado, que irá gerar mais recompra. Vender para quem já comprou de você é muito mais fácil. Este é um dos principais motivos para os e-commerces de nicho estarem juntando suas forças nos últimos anos. Falar com poucas pessoas de cada vez, da forma certa, ou seja, segmentar, continua sendo a forma mais efetiva de gerar confiança, credibilidade, ser uma marca que as pessoas amam. O que está faltando para colocar o marketing de e-commerces e outros tipos de marketing nos trilhos da mudança, em direção do novo, é a coragem de fazer diferente. E fazer de verdade, não só por aparências.

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