Um fator importante para este cenário é que, em geral, as organizações brasileiras iniciam o ano fiscal em janeiro e os novos budgets permitem a contratação de mais profissionais. Por isso é um erro esperar o carnaval para começar a procurar emprego. Quem agir dessa forma pode perder grandes oportunidades.
Mas não basta apenas ser qualificado para a vaga pretendida e estar disponível para entrevistas. É preciso que o profissional cuide de sua imagem, que também é refletida na forma e no conteúdo de seu currículo. Uma apresentação adequada do currículo é o primeiro passo para que a busca seja bem-sucedida.
Dicas simples de formatação do currículo, mas nem sempre seguidas pelos candidatos, podem ser decisivas para a participação ou não de um profissional num processo seletivo. Alguns erros são imperdoáveis e desclassificatórios na pré-seleção dos currículos. Jamais fale mal dos ex-empregadores, cometa erros de português ou adjetive suas qualificações, com expressões e palavras como bonito, boa aparência, ambicioso, inteligente e persistente, por exemplo. Não use letras coloridas, bordas e fundos com desenhos e grafismos. Também é importante não usar um endereço de email informal ou com palavras inadequadas para um relacionamento profissional com uma corporação. De preferência crie um com seu nome e sobrenome ou variações neste sentido.
Seguindo estes passos, desenvolva seu currículo de forma sucinta – até duas páginas –, com objetivo profissional claro e uma síntese de suas qualificações com, no máximo, sete frases que traduzam de forma inequívoca suas habilidades e potenciais.
Depois de pronto, é fundamental disseminá-lo de forma estratégica e assertiva para que seja recebido pelas corporações e empregadores de interesse. Para isso, há três maneiras que são mais eficientes: procurar as vagas em classificados impressos e online; cadastrar-se nos links “Trabalhe Conosco” dos sites das empresas; e ter uma boa rede de relacionamento – contatos com ex-colegas de trabalho e faculdades, participação em cursos e eventos – e até mesmo virtualmente em sites de relacionamentos profissionais como o Linked IN (www.linkedin.com).
O último passo desse processo é estar preparado para as dinâmicas e para as entrevistas. Quando for chamado para concorrer a uma vaga estude a empresa, seus negócios e particularidades. É preciso demonstrar equilíbrio na vida pessoal e profissional e se mostrar com energia e garra para assumir novos desafios.
Durante toda a conversa mantenha o celular desligado, não use gírias e nem seja monossilábico em suas respostas, mas também não fale mais do que o entrevistador. O ideal é criar empatia com o recrutador, porém sem criar intimidade. Olhar nos olhos e não gesticular excessivamente demonstra segurança do candidato.
Se não obtiver uma resposta sobre o processo seletivo depois de uma semana da entrevista, não há problema se o candidato ligar para a empresa para saber se a vaga continua aberta. E, após o fechamento da vaga, se não for selecionado, o candidato pode entrar em contato com o selecionador para pedir um feedback.
O mercado está aquecido e na melhor época para a recolocação. Entretanto, não bastam haver vagas, é preciso que haja candidatos preparados para concorrer a elas.